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Resumo Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas análise, resenha e resumo do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas. Principais personagens e link para download em pdf. Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma das principais obras da literatura nacional, considerados por muitos como o livro que deu início ao Realismo no Brasil. Inicialmente, foi escrito por Machado de Assis como um folhetim na Revista Brasileira, em 1880, e apenas no ano seguinte foi publicado como livro.

Muitas ousadias de Machado de Assis surpreenderam o público da época, e fizeram com que o livro tivesse uma recepção mista. Uma de suas muitas inovações é que trata-se de uma obra “livre”, sem apegar-se à narrativa linear. O narrador, que escreve do túmulo, narra sua vida conforme as memórias lhe surgem, sem comprometer-se com a linearidade.

O livro ainda traz um tom de pessimismo e ironia, e em algumas passagens, até indiferença.

Brás Cubas é o defunto-narrador da história. Após a morte, o homem decide escrever sua autobiografia. Curiosamente, após uma macabra dedicatória (“Aoverme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas.”) e uma explicação sobre como irá escrever suas memórias, Brás Cubas passa a contar ao leitor como morreu. Assim, sua biografia já “começa pelo fim”.

Após falar de sua morte e dos eventos que a antecederam – com ênfase para sua determinação em criar o “emplastro Brás Cubas”, em sua cabeça a última chance de obter glória e fama na vida – o narrador passa à sua infância, descrevendo sua vida como filho de uma família abastada. Ele mesmo se pinta como um menino cruel e mimado, que maltratava os escravos. Na adolescência, apaixonou-se por Marcela, uma prostituta de luxo que tirou dele muito dinheiro.

Para superar a decepção amorosa, Brás Cubas foi estudar Direito em Coimbra, onde entregou-se à boêmia e à farra, demorando a se formar.

Teve que voltar ao Brasil por ocasião da morte da mãe. Ele passa a namorar uma amiga pobre, Eugênia, coxa filha de uma amiga do pai; mas o pai tinha outros planos para ele. Queria introduzir Brás Cubas à política, e para tanto quer casá-lo com Virgília, filha de um importante político que poderia apadrinhar a carreira do futuro genro. Mas Virgília prefere casar-se com outro candidato a político, e o pai de Brás Cubas morre sem conseguir colocar o filho na vida política.

Após algum tempo, porém, Virgília ressurge e torna-se amante de Brás Cubas. Para manter-se discreto nesse adultério, o protagonista contrata Dona Plácida – uma senhora humilde – para fingir-se de dona de uma casinha, que na verdade serve de local de encontro para os amantes.

Nessa época, Brás Cubas reencontra Quincas Borba, um antigo amigo que ficou miserável. Ele rouba seu relógio, apenas para depois devolvê-lo. Borba é envolvido com filosofia, e apresenta ao amigo o Humanitismo.

Querendo sempre encontrar fama e sucesso, Brás Cubas torna-se deputado. Enquanto isso, o marido de Virgília é nomeado presidente de uma província no Norte e eles mudam-se para lá, encerrando o caso de Virgília com Brás Cubas. A irmã do protagonista, Sabina, encontra para ele uma noiva, mas antes do casamento a menina morre de febre amarela.

Todos os projetos que Brás Cubas inicia para tentar conseguir fama – tentar ser ministro de estado, fundar um jornal de oposição – fracassam. Enquanto isso, aos poucos todas as pessoas que conhece vão morrendo. Ao fim, Brás Cubas pega uma pneumonia por andar na chuva, e também morre, apenas para contar a história de sua vida do túmulo.

Personagens de Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Resumo
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Resumo

As personagens do livro obra são basicamente representantes da elite brasileira do século XIX. Existem também, personagens de menor expressão social, pertencentes à escravidão ou à classe média, que têm significado relevante nas relações sociais entre as classes. Desta forma, Memórias Póstumas de Brás Cubas, além do valor literário, funciona como instrumento de entendimento desse aspecto social de nossas classes, como se verá adiante nas caracterizações de Dona Plácida e do negro Prudêncio.

A sociedade da época se estruturava a partir de uma divisão nítida. Havia, de um lado, os donos de escravos, urbanos e rurais, que constituíam a classe mandante do país. Estão representados invariavelmente como políticos: ministros, senadores e deputados. De outro, a escravidão é a responsável direta pelo trabalho e pelo sustento da nação e, por assim dizer, das elites. No meio, há uma classe média formada por pequenos comerciantes, funcionários públicos e outros servidores, que são dependentes e agregados dos favores dos grandes privilegiados.

  • BRÁS CUBAS – filho abastado da família Cubas, é o narrador do livro; conta suas memórias, escritas após a morte, e nessa condição é o responsável pela caracterização de todos os demais personagens.
  • VIRGÍLIA – grande amor de Brás Cubas, sobrinha de ministro, e a quem o pai do protagonista via como grande possibilidade de acesso, para o filho, ao mundo da política nacional.
  • MARCELA – amor da adolescência de Brás.
  • EUGÊNIA – a “flor da moita”, nas palavras de Brás, já que era filha de um casal que ele havia flagrado, quando criança, namorando atrás de uma moita; o protagonista se interessa por ela, mas não se dispõe a levar adiante um romance, porque a garota era coxa.
  • NHÃ LO LÓ – última possibilidade de casamento para Brás Cubas, moça simples, que morre de febre amarela aos 19 anos.
  • LOBO NEVES – casa-se com Virgília e tem carreira política sólida, mas sofre o adultério da esposa com o protagonista.
  • QUINCAS BORBA – teórico do humanitismo, doutrina à qual Brás Cubas adere, morre demente.
  • DONA PLÁCIDA – representante da classe média, tem uma vida de muito trabalho e sofrimento.
  • PRUDÊNCIO – escravo da infância de Brás Cubas, ganha depois sua alforria.

Filme Memórias Póstumas de Brás Cubas

A obra de Machado de Assis ganhou uma adaptação para o cinema em 2001. O filme foi dirigido por André Klotzel e recebeu cinco Kikitos de Ouro nas categorias de melhor filme escolhido pelo júri, melhor filme escolhido pela crítica, melhor direção, melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante (Sônia Braga).

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