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Resumo do livro Viagens na minha terra – Análise e Resenha

Viagens na minha terra, análise, resenha e resumo do livro de Almeida Garrett. Principais personagens e link para download da obra em pdf. Assim como muitos clássicos da literatura, Viagens na minha terra, do autor Almeida Garrett, não foi inicialmente publicado como livro, mas como uma série de folhetins na Revista Universal Lisbonense, entre os anos de 1845 e 1846, sendo editada posteriormente.

O livro inicia-se com o narrador contando aos leitores sobre seu desejo de viajar de Lisboa a Santarém. A partir dessa proposta, o narrador passa a dissertar sobre as impressões de sua viagem, misturando observações com citações da literatura e da filosofia, referencias históricas e tantas outras digressões. Misturadas às suas observações de viagens, porém, há uma narrativa de um drama amoroso envolvendo cinco personagens, que tem como contexto as lutas entre liberais e miguelistas no início do século XIX, em Portugal.

Nesse drama amoroso de Almeida Garrett, Joaninha é uma moça que vive com sua avó cega, Dona Francisca. De tempos em tempos, Dona Francisca recebe visitas de Frei Dinis, que traz notícias para a senhora de seu filho Carlos, parte do grupo de D. Pedro. Existe algum segredo sobre Carlos que o frei e D. Francisca escondem. Quando a guerra civil atinge Santarém, onde vivem Joaninha e D. Francisca, Carlos resolve deixar a Inglaterra e voltar à sua terra. Quando ele se reencontra com sua prima Joaninha, apaixona-se instantaneamente; porém, ele não conta para Joaninha que ele tem uma esposa na Inglaterra, chamada Georgina. O rapaz passa então a atormentar-se com a dúvida de revelar ou não essa realidade para a prima. Carlos fere-se na guerra e fica hospedado próximo à casa de sua mãe e sua prima. Depois de sua recuperação, ele insiste que D. Francisca lhe conte o segredo que ela sabe a seu respeito. É nesse momento que ela lhe conta que o verdadeiro pai de Carlos é Frei Dinis, e que sua mãe biológica já morreu.

Viagens na minha terra - Almeida Garrett
Viagens na minha terra – Almeida Garrett

 Revoltado com a verdade, Carlos volta a Inglaterra. Não é recebido de braços abertos por Giorgina: ela soube por Frei Dinis de todo romance de seu marido com a prima Joaninha, e afirma não poder perdoar nem amar mais Carlos. Mesmo quando ele implora perdão e diz não amar mais Joaninha, ela não o aceita de volta.

Na parte final da história de Almeida Garrett, ficamos sabendo do que aconteceu com cada uma das personagens: Carlos iniciou-se na vida política, tornando-se barão; Georgina muda-se para Lisboa; Joaninha (solitária e desiludida) e Dona Francisca falecem. Além de apresentar uma crítica ao Romantismo, estilo vigente na literatura em Portugal naquele período – note como Joaninha, a típica protagonista campestre e inocente do Romantismo, tem um final trágico e nada romântico – a narrativa de Garret traz em suas personagens alegorias sobre a situação política portuguesa da época, sobretudo as personagens mais velhas. Dona Francisca, por exemplo, em sua cegueira, representava a imprudência e a falta de planejamento que estaria levando Portugal à decadência; já Frei Dinis era uma representação do passado tradicional e cheio de glórias, mas que já não era capaz de sustentar-se sem rever e questionar seus conceitos.

Principais personagens de Viagens na minha

As personagens de “Viagens na Minha Terra” funcionam como uma visão simbólica de Portugal, buscando-se através disso as causas da decadência do Império Português.

  • Carlos: é um homem instável que não consegue se decidir sobre suas relações amorosas, podendo ser ligado às características biográficas do próprio Almeida Garrett.
  • Georgina: namorada inglesa de Carlos, é a estrangeira de visão ingênua, que escolhe a reclusão religiosa como justificativa para não participar dos dilemas e conflitos históricos que motivaram sua decepção amorosa.
  • Joaninha: prima e amada de Carlos. Meiga e singela, é a típica heroína campestre do Romantismo. Simboliza uma visão ingênua de Portugal, que não se sustenta diante da realidade histórica.
  • D. Francisca: velha cega avó de Joaninha. Mostra-nos a imprudência e a falta de planejamento com que Portugal se colocava no governo dos liberalistas, levando a nação à decadência.
  • Frei Dinis: é a própria tradição calcada num passado histórico glorioso, que no entanto, não é mais capaz de justificar-se sem uma revisão de valores e de perspectivas.

Frases de Almeida Garrett

Em rigor a modéstia é virtude comum aos dois sexos e o pudor, uma espécie mais delicada que é privativa da mulher. – (Frases de Almeida Garrett)

Eu amo a charneca.
E não sou Romanesco. Romântico, Deus me livre de o ser – ao menos o que na algaravia de hoje se entende por essa palavra. – (Frases de Almeida Garrett)

Há livros, e conheço muitos, que não deviam ter títulos, nem o título e nada neles.
E há títulos também que não deviam ter livro, porque nenhum livro é possível escrever que os desempenhe como eles merecem. – (Frases de Almeida Garrett)

Pois este é século para poetas? Ou temos nós poetas para este século? – (Frases de Almeida Garrett)

Download do livro Viagens na minha terra em pdf


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