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Biografia de Monteiro Lobato – Vida e Obra

Confira a biografia de Monteiro Lobato, tudo sobre sua vida e obra a lista completa de seus principais livros para download seus pensamentos e frases. José Bento Renato Monteiro Lobato – ou só Monteiro Lobato, como é conhecido – é considerado o precursor da literatura infantil no Brasil e um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Seus livros de histórias simples e fantásticas encantam crianças (e adultos) até hoje.

De Taubaté ao Sítio do Pica-Pau Amarelo

Monteiro Lobato nasceu no dia 18 de abril de 1882 em Taubaté, cidade no interior de São Paulo. Criado em um sítio e alfabetizado em casa, antes dos dez anos já escrevia pequenos contos para os jornais da escola que passou a frequentar depois dos sete anos. Aos 17, decidiu se mudar para São Paulo para trabalhar com seus dois grandes amores – a literatura e a caricatura. Apesar da imposição do avô para cursar a faculdade de Direito, onde se formou em 1904, Lobato continuou colaborando com jornais estudantis, sendo amplamente elogiado pela maneira como se mantinha firme em suas opiniões e como conseguia elaborá-las de maneira original e sutil.

Após sua formatura o escritor voltou para Taubaté, onde conheceu Purezinha, a mulher com quem se casaria 3 anos depois. Em 1909 nascia Marta, a primogênita do casal e, em 1910, Edgar, seu segundo filho. Durante esse tempo Monteiro Lobato escrevia para jornais e revistas de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de realizar trabalhos de tradução do Weekly Times para jornais paulistas. Em 1911, aos 29 anos, ele recebeu a notícia que seu avô, o Visconde de Tremembé, havia falecido e que ele era agora o herdeiro do sítio em que passara a maior parte de sua infância.  Lobato mudou-se com toda sua família e em 1912 nasceu seu terceiro filho, Guilherme – sua quarta e última filha, Rute, nasceria em fevereiro de 1916.

Monteiro Lobato
Monteiro Lobato

Em 1914, Monteiro Lobato escreveu ao Estado de S. Paulo uma carta intitulada “Velha Praga“, onde criticava os caboclos que queimavam grandes áreas próximas à sua fazenda. O jornal, percebendo que aquela não era mais uma simples carta, a publicou fora da sessão de leitores. A carta gerou grande polêmica e fez com que o escritor escrevesse novos artigos, como o Urupês, onde nasceria um de seus mais célebres personagens – o Jeca Tatu. Jeca Tatu chocou a sociedade e causou controvérsias entre intelectuais de todo o país, sendo um retrato da preguiça, do atraso e da miséria que havia no campo brasileiro.

Em 1916, Lobato teve que vender a fazenda devido às dificuldades financeiras provocadas por fortes geadas e voltou para São Paulo com a família, onde escreveu importantes matérias e crônicas para O Estado de São Paulo. Em 1918 comprou a Revista do Brasil, onde afirmava fortemente o nacionalismo, tanto nas partes de ensaios quanto nas de ficção. Com o sucesso da Revista, logo fundou uma empresa editorial (em um tempo em que a maioria dos livros eram impressas e trazidas da Europa, principalmente de Paris), que chamava a atenção sobretudo por sua impecável produção gráfica e capas extremamente atraentes ao leitor. Pouco tempo depois fundou a editora “Monteiro Lobato & Cia.“ e, em 1920, dentre vários contos e publicações, escreveu e lançou o livro “A Menina do Narizinho Arrebitado“. O enorme sucesso entre as crianças gerou várias continuações:  “Fábulas de Narizinho” (1921), “O Saci” (1921), “O Marquês de Rabicó” (1922), “O Noivado de Narizinho” (1924), “Jeca Tatuzinho” (1924), entre outros.

Monteiro Lobato partiu para o Rio de Janeiro em 1925 para abrir a Companhia Editora Nacional, depois de decretar falência da “Monteiro Lobato & Cia.“ em julho do mesmo ano. O contratempo não fez o escritor desistir de sua literatura; pelo contrário, ele continuou escrevendo suas aventuras para Narizinho e criando vários outros personagens – tão conhecidos e queridos por crianças e adultos – como Dona Benta, Emília, Pedrinho (personagem inspirado em sua própria infância no sítio), etc, além de agregar o folclore e outras mitologias em suas obras e criar a literatura paradidática, ensinando crianças através da leitura de forma divertida.

Fortemente político e interessado no desenvolvimento do Brasil através da exploração do petróleo, Monteiro Lobato foi preso no governo de Getúlio Vargas depois de enviar uma carta ao presidente considerada de teor subversivo e desrespeitoso. Lobato foi preso no Presídio Tiradentes de março a junho de 1941, dois anos após a morte de seu terceiro filho, Guilherme. Três anos depois da morte de Guilherme, em fevereiro de 1942, morreria Edgar, seu segundo filho.

Mesmo após sua soltura, Monteiro Lobato foi perseguido e denunciou as torturas praticadas pela polícia do Estado Novo – chegando a ter cargos altos do Partido Comunista oferecidos, mas que ele recusou por não querer ser uma figura pública do meio político. Seu último livro, “Zé Brasil“ foi publicado em 1947, onde ele fazia uma releitura de seu primeiro célebre personagem, o Jeca Tatu – dessa vez, o caipira era retratado como um trabalhador sem-terra,  esmagado pelo latifúndio.

Monteiro Lobato faleceu no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, vítima de um espasmo cerebral. Morreu o homem, sobrou sua extensa obra, seu desejo de ver um Brasil rico e próspero, seus ideais nacionalistas e, principalmente, os tantos sonhos que povoam a imaginação de crianças, jovens e adultos até hoje, e que assim povoarão por tantas próximas gerações.

Principais Livros e Obras de Monteiro Lobato


Obras Adultas

  • Urupês;
  • Cidades mortas;
  • Negrinha;
  • Idéias de Jeca Tatu;
  • A onda verde e O presidente negro;
  • Na antevéspera;
  • O escândalo do petróleo e Ferro.

Obras Infantis

  • Reinações de Narizinho;
  • Viagem ao céu e O Saci;
  • Caçadas de Pedrinho e Hans Staden;
  • História do mundo para as crianças;
  • Memórias da Emília e Peter Pan;
  • Emília no país da gramática e Aritmética da Emília;
  • D. Quixote das crianças;
  • O poço do Visconde;
  • Histórias de tia Nastácia;
  • O Picapau Amarelo e A reforma da natureza;
  • O Minotauro;
  • Os doze trabalhos de Hércules

 

Frases de Monteiro Lobato

A mulher não é inferior nem superior ao homem. é diferente. No dia em que compreendermos isso a fundo, muitos mal-entendidos desaparecerão da face da terra. – (Monteiro Lobato)

A coisa que menos me mete medo é o futuro. – (Monteiro Lobato)

Um país se faz com homens e livros. – (Monteiro Lobato)

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